sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Fim de ano

Abriram meus olhos essa semana: Festas são pura encenação. Se é assim, portanto, sirva-se do vinho, seja Dionísio! seja falso, faz parte da festa.

domingo, 14 de novembro de 2010

O fim da semana

Queria aquele momento
O momento em que o copo sobre a mesa era só um copo sobre a mesa
E o resto já não importava
Apenas ali
Menos seriedade
Mais serenidade

Foco de ilusão
Desilusões borradas como devem ser
E o resto era só o resto
A vida era efêmera no seu sentido maior

A noite fresca sobre o corpo suado do dia
E as ruas da cidade-parque eram as ruas do parque em que eu me apresentava para a vida
E os companheiros eram cúmplices e co-atores nisso tudo.

Casos pontuais de uma existência qualquer

ponto 1 - Hoje consigo compreender tanta coisa e tanta gente por aí... Sei que estou mais distante de tudo e de todos, talvez diferente para alguns, mas toda mudança nesse sentido vem de um amontoado de casos e ocasiões que rumam nossas vidas prum canto ou pra outro. Permanecer por completo no sentido que eu tomava já não fazia mais sentido, tudo era igual há muito tempo.

ponto 2 - Me senti fraco esses dias.

ponto 3 - Estou meio frio e imaginando até onde meu subconsciente vai me levar.

ponto 4 - Hoje mudei meu quarto.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Produto feril

Ai, ai. Estou meio assim, leve. E assim mesmo, diferentemente dos textos anteriores, escritos mais por função catártica (ensino médio-on), resolvi nessa madrugada de quarta pra quinta, depois de conseguir conectar meu computador a internet, de ver o orkut, yahoo, baixar o cd dos Pullovers e conversar com a Letícia pelo msn, começar este textinho.
As férias começaram na sexta. Está sendo bem produtiva, por sinal. Teve casa do Pedro, Happy Hour, filhos-da-prima-da-mamãe, cama até meio-dia, visita à nova Rodoviária, Karate-Kid, pizza, Concreta, e por algum motivo a própria FAU. Maldito lugarzinho amado.
Montei meus horários dos próximos 4 semestres pra ver se dava pra pegar Cálculo nesse. Acho que dá.
Recomecei a ler A Estética do Oprimido, do Boal. É um bom livro, só que ainda estou com aquela preguicinha inicial de férias, não embalei ainda.
Sábado viajo pra ver vovô e vovó.
Ah, terminei A Cura de Schopenhauer depois de dois mil anos(desculpa Glória!hauhauhu)

E assim mesmo, da mesma forma que comecei, fútil e efêmero, vou terminar esse textinho. Marcando um dia em que reconfirmei que música e conversa pelo msn de madrugada deixam qualquer problema distante.

domingo, 27 de junho de 2010

Textinho de algum tempo.

O Universo é um organismo em expansão, pulsante ou não, formado a partir de um ponto primordial com uma quantidade magnífica de energia. Tudo que conhecemos tem uma origem comum. Tudo que vemos é um desenrolar caótico de fatos que transformaram poeira estelar em seres vivos. Nossa história não é curta.... Portanto, não deixe sua vida passar sem olhar para trás e perceber a responsabilidade que temos perante a História. Deixe toda cultura de massa dominadora de lado e vá ler um livro, vá descobrir mais de si, vá viver a Natureza, viver a Terra, viva a Terra!, essa mãe que abriga tudo que conhecemos sem o atraso das grandes distâncias universais.

Mais um momento, mas um lindo momento.

Ontem à noite o calor do corpo daquela que conheci invadiu descaradamente meu corpo e meu coração.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Catarsezinha sem importância

Não sei, realmente, até quando irei aguentar. Os dias passam. Uns são bons, tiro deles momentos bons. Outros se incrustam de pequenezas que me desgastam profundamente. Uma constante na minha cabeça é a importância do estar aqui e agora. Vejo tantas pessoas tão preocupadas com certas coisas irrelevantes para essa curtíssima viagem chamada Vida que em certos momentos me sinto mais solitário do que almejo. A solidão. Essa escolha que me acompanha desde sempre. Se "todo artista é um solitário", como dizia um poeta, às vezes me figuro artista: de formas disformes, inimagináveis, incomuns. Existem momentos em que sinto muita falta de um abraço verdadeiro e demorado. Existem momentos em que sinto falta de uma mulher. Existem momentos em que quero explodir e dar à Terra algo para comer. Todo fim de dia é um fim de mundo. E a noite, tão rápida! E o dia se passa por trás de uma máscara, por detrás de um óculos. Enquanto isso Deus vai enganando a todos nós.

Poeminha de quarta-feira a noite

O Suassuna hoje veio me cobrar,
Pediu pra misturar o erudito ao popular
E eu, populeiando no pensamento
eruditando na cabeça
Vi que a única certeza
É que certeza nenhuma há

Entre conceitos e concepções vindos de lá
Lá, lá das oitocentas
Permaneço ainda dúbio,
Na verdade verde,
Mas ainda hei de achar
Sem encontrar, permeando pelas ruas da vida,
Propondo, já que o fim não há,
Uma casinha que me sirva de orgulho,
Um dia-a-dia sempre novo,
E um netinho pra brincar.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Um dia na vida

Essa semana, voltando para casa pelas ruas da cidade, pensando na Vida e em tudo que ela traz por trás de si mesma, pude presenciar duas cenas que me marcaram muitíssimo. Uma de tristeza tremenda, inconcebível, inimaginável. Outra, de pura paz, de clareza ímpar, que pôde talvez me fazer desfazer de muitos anseios.
Estava eu na plataforma superior da Rodoviária de Brasília (por sinal, um projeto urbanístico-rodoviário dos que mais admiro. De Lúcio Costa) na espreita por um ônibus no qual pudesse voltar para casa. De lá, observando parte do caos que nossa cidade está se transformando, com seus quase dois milhões de automóveis INDIVIDUAIS (e isso já é pano pra manga pra outras conversas), presenciei, de longe, meninos de rua em seu mais auto clímax, em sua única diversão. Viagens proporcionadas por garrafinhas d'água com fugas da realidade dentro. Fiquei emocionado. Fiquei triste. Nos jardins de Burle Marx - de frente ao Teatro - CRIANÇAS montavam seu espetáculo, exibindo para a classe média que saía de seus monótonos trabalhos nos ministérios, o resultado do sistema que EXCLUI E MATA que eles ajudam a manter. A essa mesma classe média importa unicamente que seus salários não faltem no fim do mês. Somente. Ela se importa apenas se poderá viajar no fim do ano, se trocará de carro o quanto antes ou se poderá PAGAR a escola de seus filhos (pela segunda vez, já que nossos impostos já mantém a (precária - não por falta de dinheiro) educação pública). E enquanto cada um vive trancado em seus anseios pessoais o mundo lá fora nos grita que precisa de amor. Tenta nos chamar atenção da forma mais clara possível. Põe sob nossos narizes catástrofes sociais/urbanas que são impossíveis de não se enxergar. Porém, estamos mais preocupados se a empregada lavou o banheiro direito ou não: "-Estamos pagando por isso!"... Estou seriamente triste. A imagem dos meninos farrapos e sujos cheirando seu momento de prazer (seu momento de vida, não de sobrevivência) e divertindo-se nos jardins e no Eixo Monumental não me será esquecida tão cedo.
Por contrapartida, talvez sem conexão aparente, mas de valor simbólico semelhante (quantitativamente), outro momento fez-me mergulhar no interior de mim mesmo de maneira que poucas vezes consegui. A partir daí, porém, pude notar mais presente certas coisas que alcançam o âmago do meu ser, talvez por uma aceitação (finalmente!) de ser eu da maneira que sou ou do que almejo ser... Três velhinhas. Ponto. Sentadas a frente de um pequeno edifício, em banquetas toscas, sem muita complexidade visual ou compreensiva, sem palavras ou gesto algum, só o silêncio. Talvez as Moiras, quem sabe... Talvez simplesmente o que aparentavam ser, e somente isso. Porém de uma maneira tão simples e pura, tão alva e resolvida, que pude notar a essência da Vida exalada em seu simples ato (consciente ou inconsciente) de estar, de ser. Li uma vez em Lispector a seguinte frase: “Por que o cão é tão livre? Por que ele é o mistério vivo que não se indaga.” – E naquele momento tudo fez sentido.

sábado, 13 de março de 2010

Em busca da felicidade.

Em música, em artes plásticas, em textos, em arquitetos.... Tento entender o mundo através de uma visão particular de cada coisa, aceitando o caos (essa organização natural do Universo que ainda não nos é compreensível fisicamente, metodologicamente, mas que ao Pensamento Sensível parece agradável) e me figurando artista em construção. Escolhi um caminho que não sei ao certo se nasci para isso. Escolhi um caminho que me pode trazer decepções. Escolhi um caminho que dificilmente me trará riquezas materiais. Mas, enfim, parto do princípio de que sendo a Vida uma passagem passageira (percebo isso a cada dia), tento fugir de despedidas, fugir de amores (é o que mais me dói), fugir de cotidianismos, de pensamentos comuns, de buscas comuns, de capitalismos e de prisões, sejam elas de quaisquer modelos ( aqui, amplie o significante "prisões").
Busco o convívio, busco o conhecimeto, talvez o reconhecimento, busco falar apenas do que tenho certa certeza, busco entrar em consonância com o Universo magnífico do qual pertenço. Certo dia alguém me disse que busco "o poder e a glória", tento não pensar assim, embora, mesmo podendo ser inconsciente, uma vontade reprimida, tenho medo de achar que é verdade.

Arquitetura e Urbanismo, será esse o caminho para passar pela Vida da maneira que imagino? Será essa uma escolha feliz? Não sei. Às vezes tento negligenciar o "pensar no amanhã"... Talvez seja uma escolha imatura, mas prefiro acreditar que a Vida me guiará por caminhos corretos (corretos não necessariamente se lê bons). Aceito a morte como um fim natural, como parte de um processo necessário para se manter a Vida na Terra. Gosto da Terra. Não acredito que o ser-humano seja mais especial que qualquer outra espécie. Acredito que a matéria é reaproveitada em todos os âmbitos possíveis. Eu sou hoje o que constituia antes uma planta, um boi, um pássaro, uma rocha, um meteoro, uma estrela... A consciência (aqui se lê alma) é uma propriedade que faz parte desta etapa de ser humano. Amanhã serei uma planta, um boi, um pássaro, com suas devidas propriedades, apenas. Talvez por medo de ser apenas uma mínima parte de um processo contínuo e continuado a humanidade tenta tanto se impor frente à Natureza. Talvez por medo de não se achar tão importante assim nem eterno como gostaria a humanidade criou as religiões.

Neste exato momento estou meio carente.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

em branco, ou, para Freud

Segunda-feira, 08 de fevereiro de 2010.

Arquitextos, arché, téctons, Niemeyer, Paulo Mendes da Rocha, Tadao Ando, Residência em Butantã, do Eduardo de Almeida, Lina Bo Bardi...... Semana de 22... Branco, concreto, limpo, simples, Perfeito.... FILOSOFIA, ANTROPOLOGIA, ARQUITETURA!!!! Povos indígenas brasileiros, o português, a "última flor do Lacio", "gosto quando minha língua roça a língua de Camões", do Caetano, ahhhh, o Caetano.... Cartola, Zé Keti, Marcelo Camelo, ---Los Hermanos, um pouco de Red Hot, Cazuza, TomViníciusToquinho, e, sem tirar nem pôr, a Rádio Casual.... Livros? atualmente estou terminando de ler O Mundo de Sofia, de Jostein Gaarder, muito agradável, por sinal, e inteligente. Entrolegante, foscoluminiscente, a língua, o povo, a Vida.... a mente.... o mundo...